há anos longe de casa, minha memória voltou-se para dentro de si mesma, me privando das lembranças que costumavam me fazer constante companhia durante as solidões da alma. É como se os caminhos que tenho seguido fossem seguidamente esfumaçados pelos dedos deslizantes de um artista que faz desenhos com carvão. Tudo o que vivi é inexato, e o que vou viver.... nem sei. Os contornos do porvir, se me aparecem, são borrados e toscos, em indigentes tons de cinza.
Apenas sigo andando, levado pelo cansaço que tenho de tudo, pois sei bem: se parar de caminhar, eu caio. Sigo andando porquê convém fugir do que deixei pra trás, fugir das pessoas e lugares que me assombram por saberem mais a meu respeito do que jamais vislumbrei conhecer-me. Sigo andando, enquanto não faltar o chão; enquanto não me faltarem os passos.
Bah, eu divagava assim na quase uma hora que eu levava da faculdade para casa dentro do ônibus.
ResponderExcluirNão sei bem se eu tenho saudades disso, não:p
essa foi na quase uma hora q eu espero o onibus da faculdade no ponto.... sentirei falta da faculdade. das divagações acho q nem tanto.
ResponderExcluirtem um violão pra te acompanhar? tem muitos amigos, é popular? tem a madrugada como companheira?
ResponderExcluirhmmm, acho q jah disse o q precisava dizer!
ResponderExcluirJá dizia Sidarta: tudo o que se pode fazer é esperar, pensar e jejuar...
ResponderExcluirNão necessariamente nessa ordem.