quarta-feira, 4 de março de 2009

fragmentos de um diário sem memórias

(...)
há anos longe de casa, minha memória voltou-se para dentro de si mesma, me privando das lembranças que costumavam me fazer constante companhia durante as solidões da alma. É como se os caminhos que tenho seguido fossem seguidamente esfumaçados pelos dedos deslizantes de um artista que faz desenhos com carvão. Tudo o que vivi é inexato, e o que vou viver.... nem sei. Os contornos do porvir, se me aparecem, são borrados e toscos, em indigentes tons de cinza.
Apenas sigo andando, levado pelo cansaço que tenho de tudo, pois sei bem: se parar de caminhar, eu caio. Sigo andando porquê convém fugir do que deixei pra trás, fugir das pessoas e lugares que me assombram por saberem mais a meu respeito do que jamais vislumbrei conhecer-me. Sigo andando, enquanto não faltar o chão; enquanto não me faltarem os passos.

5 comentários grátis!:

  1. Bah, eu divagava assim na quase uma hora que eu levava da faculdade para casa dentro do ônibus.

    Não sei bem se eu tenho saudades disso, não:p

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  2. essa foi na quase uma hora q eu espero o onibus da faculdade no ponto.... sentirei falta da faculdade. das divagações acho q nem tanto.

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  3. tem um violão pra te acompanhar? tem muitos amigos, é popular? tem a madrugada como companheira?

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  4. hmmm, acho q jah disse o q precisava dizer!

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  5. Já dizia Sidarta: tudo o que se pode fazer é esperar, pensar e jejuar...

    Não necessariamente nessa ordem.

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