o cravo esperou a rosa
debaixo d'uma palmeira
a rosa passou na feira
e foi se perder num bar
o cravo voltou pra casa
ainda que descontente
fez fita e papel crepom
pra sua flor enfeitar
a rosa perdeu a hora,
o caminho e o juízo
e ao guiso do seu chocalho
não coube silenciar
o cravo na valentia
d'um olho queimando ardente
armou-se de sua saudade
e foi-se a procurar
a rosa esmaecida no cais do porto
nem vislumbrou esconder
de suas paixões o roxo
pro cravo não fenecer
o cravo perdeu sua fé
sentindo pingar o orvalho:
despetalou sua algoz
nas contas de um mal-me-quer
p.s.: sei que ando meio monotemático, mas a vida é apenas um exercício poético
aiii, q lindo e triste...
ResponderExcluirlendo isso n consegui deixar de pensar na melodia da musica, q tbm n é lá tão alegre...
admiro-te mocinho
beeejos
eu me vejo
ResponderExcluiré super a minha cara perder a hora e o juízo
e depois não saber silenciar
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirli em algum lugar que não são as pessoas que se repetem, e sim as situações.
ResponderExcluirem todo caso, também ando poética.
digo.. saudosa.
ow! monotemática!
tacinho vc ta mais pra rosa meobem
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