terça-feira, 16 de junho de 2009

a triste história de cravo, rosa e a saudade

o cravo esperou a rosa

debaixo d'uma palmeira

a rosa passou na feira

e foi se perder num bar


o cravo voltou pra casa

ainda que descontente

fez fita e papel crepom

pra sua flor enfeitar


a rosa perdeu a hora,

o caminho e o juízo

e ao guiso do seu chocalho

não coube silenciar


o cravo na valentia

d'um olho queimando ardente

armou-se de sua saudade

e foi-se a procurar


a rosa esmaecida no cais do porto

nem vislumbrou esconder

de suas paixões o roxo

pro cravo não fenecer


o cravo perdeu sua fé

sentindo pingar o orvalho:

despetalou sua algoz

nas contas de um mal-me-quer



p.s.: sei que ando meio monotemático, mas a vida é apenas um exercício poético

5 comentários grátis!:

  1. aiii, q lindo e triste...
    lendo isso n consegui deixar de pensar na melodia da musica, q tbm n é lá tão alegre...
    admiro-te mocinho

    beeejos

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  2. eu me vejo
    é super a minha cara perder a hora e o juízo
    e depois não saber silenciar

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. li em algum lugar que não são as pessoas que se repetem, e sim as situações.

    em todo caso, também ando poética.
    digo.. saudosa.
    ow! monotemática!

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