Ao meu amor deixo a saudade do que se foi,
a frustração do que não foi
e a dúvida do que seria
Alguns versinhos incompletos de cada dia
que, sem querer, me atiçastes a emoção
Os apelidos que inventamos juntos
- em surdos sussurros de intimidade -
ainda lhe concedo utilizar
Muito embora, hoje, sejam só alegorias
a colorir suas noites frias
com rapazinhos de pouca idade
São bens-comuns todos os insultos.
Fica cada qual com duas vias.
Sendo meu indulto à um auxílio tão culto,
dedicarei a quem merece minha fatia:
a criatividade cruel de suas amigas. Vadias.
Nossos segredos, faço questão,
sepultar palmo a palmo comigo
pois mesmo que assíduos amantes
bem sei, nunca fomos amigos
Quero de volta as lembranças
e de meus cabelos, os cachos
Pois de sua parte me amedronta
uma mandinga ou má oração
Me amedronta o seu futuro,
qual parte dele o meu quinhão?
Portanto, por aqui nós ficamos,
lembra os inferninhos onde andamos?
Veja bem onde pisa o seu bailado.
(...)
O atestado é verdade e dou fé,
agora é cada um para seu lado
Eu acho que é tudo, e que é tarde,
até...
Tava com saudades
ResponderExcluirperfeito. vivo, mas não digo melhor.
ResponderExcluiramém!
Que bom isso Tacinho!
ResponderExcluirÁs vezes eu quase esqueço que você é poeta.
A criatividade cruel e astuta de meus amigos(amantes) m torna vadia e m amedrotam, m sinto obrigada a bailar em terras distantes antes q o tarde seja um tarde a meia luz e eu ñ resista!
ResponderExcluirmt bom tacinho. mas confesso que a profundidade crítico-análíco-e-reflexiva dos comentários me prendeu mais a atenção. posso dizer só.. 'explendido benzinho, explendido'
ResponderExcluirSó podia ser você meu filho diante de uma imagem de descaso humano sair um poema tão lindo e bastante reflexivo, é simplismente Tacinho.
ResponderExcluirQue coincidência...recitaram lá no sesc esse poema, era teu e nem sabia, achei!
ResponderExcluirp.s: ia procurar saber...
Muito bom tácio!