
foto by George Georgiou
***sugiro que leia-se o poema ouvindo a versão falada no player abaixo
quanto mais se fala em versos
é de avesso que aconteces
como se fosse um consenso entre as partes
"viro pra um lado e sigo
viras pro outro e segues"
silenciados tememos regressos
de encarar subterfúgios da alma
de vislumbrar o lamento dos signos
revisitar a feiúra das marcas
é este acesso faminto ao fomento de nós
é esta varíola louca
num vascular vasculhar nos torna sós
pós, nas paredes carcomidas de mágoas
nos tapetes-frangalhos dos nosso olhos de nódoas
num arremedo de humanidade forçada
faz-se simbiose o que é paralelo
prende em um só corpo o que não iguala em nada
pretende cerrar em nós o nosso frágil elo
no metafísico que o cerne comum encerra
partimos nós, como o que é oposto
definindo embates na distância posta
que finda na colisão de nossas faces:
"te devoraria, me devorarias"
(...) farrapos de essência em posição fetal
abraçamos-nos um ao outro, cravados em unhas...
fracos para subjugar
fortes para morrer
um ying-yang fulgás
a sopa primordial do esquecimento de um ser
***espere carregar todo antes de ouvir
Esquizofremite by taciop
se não soubesse que não se finda aqui diria que este é o melhor. mas caso o findar seja eu, por precaução, digo: este é o melhor.
ResponderExcluir"viro pra um lado e sigo
ResponderExcluirviras pro outro e segues"
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluir"te devoraria
ResponderExcluirme devorarias"
Muito esquizofrênico! *-*
ResponderExcluir(deslumbramento pelo que ouvi também.)
"silenciados tememos regressos
de encarar subterfúgios da alma
de vislumbrar o lamento dos signos
revisitar a feiúra das marcas"
trata-se exatamente disso, que minhas paredes foram tão carcomidas de mágoas.