me deixe só
não sou valente
o bastante
para ser de companhia
me deixa quieto
que há ferrugem na carcaça
que há ranço no pigarro
e há cansaço na vontade
me deixo só
q'eu preciso me largar
tenho de me abandonar
pra saber do que sou feito
não faça o que eu não faria
me deixe só
não mendigue meu afeto
me deixe só
minha cama está quebrada
eu preciso ficar quieto
me deixe só
com os abutres da razão
me deixe ilha
me deixe só
toda presença é um nó
e para nós não tenho verbo
me deixe à toa
que a fé é pouca
a guerra é vã
a luta é boa
(...)
não diga nada
é minha obstinação
dê meia-volta
bata a porta
e
só
me
deixe
dá pra fazer uma música. vanessa da mata perderá feio.
ResponderExcluirUm velho amargurado sentado na cadeira de balanço tão velha quanto ele, resmungando pela ausência da morte.
ResponderExcluirvc já teve momentos melhores
ResponderExcluirSaber ser amargo é como mascar fumo...uma arte em extinção!!
ResponderExcluirO mundo tá cheio d gente estressada, mas um bom remorso, uma amargura profunda, é coisa pra poucos!
se for por poemas deste.. eu lhe deixo tacinho
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