"fique você com a mente positiva,
eu quero é voz ativa, essa é que é
uma boa" (Belchior)
sua política confusa
pulveriza minha massa ideológica
ojeriza seu pretenso statu quo
assimila nossos livres radicais
sua retórica difusa
apodrece meu martelo auricular
avermelha meu cinzento encefálico
entorpece-me os princípios cervicais
sua excelência obtusa
depaupera
verborrage
exonera
retroage
tudo o quanto há de vir
tu
putrefacta medusa
não és hidra
inebria-te de teus ganhos
o lucro
abstrai-te logo em teu memento mori
pois não tarda
que já chega o nosso expurgo
"Senhor cidadão, queremos saber,
com quantos quilos de medo
se faz uma tradição"
(Tom Zé)
Ô Tácio, eu gostei deste poema!
ResponderExcluirLembra que eu disse que vc fazer um poema político me lembra outro poema do Leminsk?!
É esse:
eu queria tanto
ser um poeta maldito
a massa sofrendo
enquanto eu profundo medito
eu queria tanto
ser um poeta social
rosto queimado
pelo hálito das multidões
em vez
olha eu aqui
pondo sal
nesta sopa rala
que mal vai dar para dois
Poesia bela, forte e escancarada. Sem muitas palavras, me encantou com seu aspecto nervoso e contundente. Cumpriu e estrapolou seu dever artistico de abalar as estruturas.
ResponderExcluir(Ivan Silva)
ainda bem que eu e esta medusa aí temos sua poesia pra ilustrar o 'momento mori' tão belo e ressentido. de fato somos criaturas de sorte e com bastante coisa na cabeça, rs. você chega a ser ridículo de tão bom cara.
ResponderExcluira sua força vem em palavras, a sua força vem em teus dedos, uma mistura de catarse com diarréia mental/verborragia é lindo, Tacio; sua força é a distorção solta em palavras/
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