segunda-feira, 29 de novembro de 2010
cantada às avessas (ou "ode ao platonismo")
inventado (ou plagiado) por
Tácio Pimenta
Você é tão doce...
tão doce, tão bela e tão quente
que abro mão de te querer
E deste amor que é criança
- que gosta de brincar
de se esconder,
de aprontar e chorar
e correr -
quero te poupar para te manter
Despetalei todo bem-me-quer,
já é distante o bem-me-quis incerto
Você é tão doce,
tão bela e tão quente
que me quero sempre ausente
que te quero sempre por perto
Você é tão quente,
doce e bela
e meu amor um encanto maçante
que abdico de ser teu
amante
que este amor - um palhaço dançante -
só há de te olhar da janela.
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Mas por que?
ResponderExcluirFica com ela, bobo!
Lendo isso, me ocorreu a canção da Julieta Venegas "Prefiero amores platónicos, Consuelo de tontos solitarios, Prefiero amores imposibles, Consuelo de haber perdido demasiado".
ResponderExcluirNo fundo, a idéia é a mesma - amores só são perfeitos quando somente existem no plano das idéias. Honestamente? Até prefiro assim. A perfeição sempre cansa antes do final.
Amores platonicos sao inspiradores!
ResponderExcluirE seu poema é lindo.. daqueles que da vontade de morrer de amores!
Parabéns!
Não se ausente Tacinho, fique sempre por perto pra que assim se faça o nosso bem!
ResponderExcluirBacana,
ResponderExcluirmas eu ainda prefiro todo o desconsolo da carne.
concordo com leandro.
ResponderExcluirSejam carne, pois, ou um pedaço dela. Quem não tem muita carne aprende fácil a desapegar-se.
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