segunda-feira, 29 de novembro de 2010

cantada às avessas (ou "ode ao platonismo")



Você é tão doce...

tão doce, tão bela e tão quente

que abro mão de te querer

E deste amor que é criança

- que gosta de brincar

de se esconder,

de aprontar e chorar

e correr -

quero te poupar para te manter




Despetalei todo bem-me-quer,

já é distante o bem-me-quis incerto

Você é tão doce,

tão bela e tão quente

que me quero sempre ausente

que te quero sempre por perto




Você é tão quente,

doce e bela

e meu amor um encanto maçante

que abdico de ser teu

amante

que este amor - um palhaço dançante -

só há de te olhar da janela.

7 comentários grátis!:

  1. Mas por que?
    Fica com ela, bobo!

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  2. Lendo isso, me ocorreu a canção da Julieta Venegas "Prefiero amores platónicos, Consuelo de tontos solitarios, Prefiero amores imposibles, Consuelo de haber perdido demasiado".
    No fundo, a idéia é a mesma - amores só são perfeitos quando somente existem no plano das idéias. Honestamente? Até prefiro assim. A perfeição sempre cansa antes do final.

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  3. Amores platonicos sao inspiradores!
    E seu poema é lindo.. daqueles que da vontade de morrer de amores!
    Parabéns!

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  4. Não se ausente Tacinho, fique sempre por perto pra que assim se faça o nosso bem!

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  5. Bacana,
    mas eu ainda prefiro todo o desconsolo da carne.

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  6. Sejam carne, pois, ou um pedaço dela. Quem não tem muita carne aprende fácil a desapegar-se.

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