que me rói em cada veia,
cada víscera
e que corrói em cada palmo minha alma
há um demônio que me inflige pensamentos
que na penumbra d'outros dias
me ancoraram
e no rubor de minha tez se amarrotam
não há pudor que da agonia se me ausente
deste satã que crava as unhas em minhas costas
e não se arranca nem que a espinha se arrebente
e não se esvai até que a alma esteja em postas
é um cortejo indescritível de abismos
pelos quais trôpego e roto tenho andado
e esse zunido que abocanha minha mente
e os entredentes perfurados por coriscos
que saem das asas desse satanás alado
e em impossível se livrar do que é de dentro
pois que impossível expurgar-se por inteiro
tal qual esfinges que devorem-se a si mesmas
e regurgitem-se a si mesmas em respostas
serei no inferno capataz e prisioneiro
de um eterno retorno a conta-gotas

Cantou o poeta!
ResponderExcluirave lúcifer, espelho tácito...
ResponderExcluirTácio Pimenta nos olhos dos outros é refresco..
ResponderExcluirmeu diabo tá com raiva, jurava que era o único.
ResponderExcluirApesar de meus olhos já terem passado aqui 3 ou 4 vezes desde que tu postaste, não consigo nada pra dizer.
ResponderExcluirVou tentar ser impessoal, mas não consigo!
Então não vou dizer nada além de "li e gostei"