segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Flamengo, um time sem proporções. HEXAGERADO!
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
sobre o que tanto se fala
Tanto se fala sobre encontros, desencontros, reencontros... e todas as relações que possibilitam essa variedade de cumprimentos calorosos, ou de meneios tímidos com a cabeça e os olhos. Tanto se fala sobre afinidades e diferenças, harmonias e desavenças, o que é, o que foi, o que seria caso fosse. Tanto se fala a respeito de tudo, das coisas inevitáveis da vida, que me bate um formigamento na cabeça, uma vontade de também divagar e criar postulados falaciosos baseados exclusivamente em minhas observações tendenciosas do mundo. Do mundão de meu Deus, do meu mundinho.
Porque procuramos nos manter por perto de quem nos é semelhante? Qualquer aspecto comum, a cidade onde nasceu, a escola que estudou, a menina insinuante que democratizava o platonismo, a imaginação... Ah, imaginação! Imagino eu que procuramos os semelhantes para dar respaldo aos nossos preconceitos. Buscamos afirmar nossas escolhas desdenhando do que lhes é alheio. Os pobres duvidando do caráter dos ricos, os gays se divertindo da caretice dos héteros, os homens que riem porque as mulheres choram, as mulheres comentam - cheias de si - a ingenuidade abobalhada dos machos, as crentes da assembléia censuram as saias - acima do joelho, vê se pode?! - das crentes da batista.
"É a pós-modernidade", me falaria um professor, com seu bafo colorido de nicotina. "Tem que valorizar a sagrada instituição da família", me aconselha o sacristão da paróquia aqui do bairro (que dizem as más línguas, se amarra numa coroa, sem diminutivos). Mas não sei não, tenho cá pra mim que há tempos que é assim. Provavelmente, até mais tempo do que eu tenha, cá pra mim.
Mas aí vem você, pululante e malicioso(a), disposto a me encher os pacová com um infame "os opostos se atraem". Que seja, não nego. Tenho outro tanto de frases de efeito como essa: os impostos se distraem, os indispostos se traem, as apostas nos contraem, os expostos se retraem... talvez nem todas façam algum sentido ou sigam a rima. No entanto, até concordo que opostos se atraiam, mas continuo a crer que faz tudo parte de um mesmo jogo de carências e subterfúgios, que bem pode ser involuntário, inconsciente, fora de seus padrões de comportamento blasé ou de popularidade. Mas que é instintivo, inexorável, visceral.
Aproximamos-nos de com quem pouco temos em comum, muitas vezes, por interesse - não necessariamente interesses materiais ou financeiros. Mas, sim, para ter a chance de dar vazão ao que não assumimos aos nossos iguais. Pequenas aventuras do pensamento, breves desvios comportamentais. O filhinho de papai que se aproxima da galera de preto pra poder fumar maconha e falar mal do sistema, o bonitão-bom-de-papo que freqüenta os nerds para jogar aventuras imaginárias com dragões e espadas mágicas, a mocinha comportada que só se sente mulher nas obscenidades que o namoradinho porralouca proporciona na cama. A vida é uma grande jogatina de aceitações, negações, aversões e falsas convicções.
Há quem precise de inimigos para ser feliz. Há que esconda na tagarelice o cansaço do mundo. Há quem se cale pelo prazer sincero de ouvir a voz dos outros. E há quem se dê conta de que nos desvios também encontramos caminhos. E aí? Qual o sentido de viver nessa selva de carentes, repleta de expectativas alheias, repleta de expectativas próprias? Este é o sentido que acabo de encontrar em toda essa ladainha que escrevi: tudo isso pouco importa, camaradas! São apenas evidências de que nascemos humanos, com pouquíssimas nobrezas, e que não há nada a se fazer quanto a isso. É a única coisa que nos diferencia dos animais, a consciência de nossa insignificância e fragilidade. Eu ergo minhas meias-verdades no meu mundinho. Você ergue as suas no seu. Depois a gente conversa pelo MSN e combina de tomar uma cerveja. Falou.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Sobre reencontros
Muito boas as cervejas e discussões de nerd com Eugênio e Leandro, conhecer sua digníssima. Também válido se esquivar daquela multidão de Círio, trombadinhas e pais-de-santo pra tomar uma latinha com Tácio e lhe apresentar meu digníssimo. Pra mim não deixa de ser incrível - mesmo que corriqueiro - os comuns "e aí o que anda fazendo" e todos aqueles ditos de sempre para as devidas atualizações das vidas. Nunca vai ser desinteressante pra mim esses encontros, ainda que tão rápidos. A história dos laços, de querer que não fosse assim tão esporádico, é informação demais? Me pergunto. Constato. Ou sei lá.
Há lacunas nesse meio-tempo...

