Há tempo, muito tempo, que venho planejando me apresentar por aqui. Mas como é do meu feitio escapista, amarrei uma âncora no pescoço quando falei pro Leandro:
- Só posto depois que você postar, beibé!
E, para quem não sabe (ou não se lembra), só se deixa pra fazer algo depois do Leandro quando não há perspectivas de fazê-lo. Enfim, eu errei, confesso.
Agora, pulando todo esse prelúdio inútil, porém não desnecessário, vamos, à parte, a parte que talvez nos interesse: a minha vida pós CESFA, que pode ter determinado toda minha (in)evolução como indivíduo físico-químico-social-psicodélico-político-profano.
Foi logo após toda a pressão e depressão do período de vestibulares que a reviravolta se deu. Acabei por passar no dito cujo do Jornalismo em Palmas, ou seja, tudo que minha cabecinha adolescente mais desejava no momento: a chave de casa, os pais há alguns Kms de distância e uma vida completamente nova em uma cidade desconhecida e recheada de desconhecidos. Tudo isso acompanhado de dois outros Bolinhas tão sedentos quanto eu por experiências extraordinárias e transcendentais.
Agora já se passaram cerca de 2 anos e meio do início de tudo isso, e posso dizer que sobrevivi a mim mesmo e a todas as loucuras (e até demências) que me propus a fazer. E digo mais, tirei algum proveito de tudo isso. Não sei se posso dizer que sou mais maduro, continuo o mesmo abestalhado de sempre. No entanto já tenho um tanto de história pra contar e já entendo bem melhor algumas coisas; já diferencio com mais clareza o que eu gosto e o que não gosto; aproveito mais as pessoas antes que elas esgotem sua paciência comigo; aproveito melhor os lugares antes de dizer que estou entediado... e a distância que fiquei de algumas das pessoas que gosto acabou por me ensinar tanto a valorizá-las quanto a valorizar a solidão.
Pois pois... não mudei tanto assim, continuo um grande enchedor de linguiça, como se pode perceber. Continuo também o mesmo dramático ultra-romântico de sempre.
No mais, tenho alguns projetos bacanas na área da produção cultural. Tenho um cachorrinho fofinho e um Leandro gordo (ou ex-gordo). Um relacionamento turbulento e bandido de mais de um ano. Uma mochila de andarilho e uma bicicleta. Uma barbicha indecente repleta de fios ruivos. E o mais importante, uma cabeça bem mais aberta do que antes, na qual ainda pretendo enfiar muitas coisas...
É um prazer estar, de alguma forma e novamente, no mesmo espaço que vocês.
Beijo do magro!